Com preços variados, artesanato tem grande movimentação no primeiro dia do FIB

O espaço reservado ao artesanato durante o Festival de Inverno de Bonito foi bem movimentado no primeiro dia do Festival de Inverno de Bonito. Desde que foi montado na Praça da Liberdade e abriu aos visitantes no início da tarde de ontem, passaram por lá cerca de 800 visitantes que encontram uma variedade imensa de peças com preços que variam de R$3,00 a R$ 600,00.

peças duplas
O lápis com miniatura de bichos do pantanal custa só R$3,00, já a onça em argila R$ 600,00 – Foto: Daniel Reino

Dentro dos estandes é possível encontrar peças de Minas Gerais, Amapá, Goiás, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Cerca de 10 mil peças estão expostas num espaço de 200m². É possível encontrar peças com diversos tipos de matérias primas, como sementes, argila, fibras, aço, madeira e ferro. São bichos do pantanal, sacolas, bijuterias, bonecas, chaveiros, enfim, uma infinidade de artigos.

A gerente do Núcleo de Atividades Artesanais da Fundação de Cultura,  Katienka Klain, estima que cerca de 50 mil reais devem ser comercializados durante os quatro dias de exposição. “As pessoas tem gasto cerca de cerca de R$ 70 a R$ 150,00”.

A artesã Lorna D’Ávila, apesar de ainda estar o primeiro dia, ficou contente com a movimentação, “esse ano está bem movimentado, está melhor do que ano passado”. Ela disse que as peças que têm mais saída são as índias em cabaça e onças em miniatura.  Já a artesã de Bonito, Maria de Jesus Espinosa, que trabalha com sementes da região para confeccionar as peças, está satisfeita com a exposição que o Festival propicia, “é uma oportunidade de divulgar o artesanato aqui da cidade, e eu vivo disso há dezessete anos, é do artesanato que tiro o meu sustento”, revela D´”Avila, que ainda completa “é mais uma ótima oportunidade de negócio para os artesãos, e ainda a gente ganha todo o suporte e apoio da Fundação de Cultura”, finaliza.

Maria de Jesus Espinosa
A artesã bonitense Maria de Jesus Espinosa diz que o Festival dá um plus a mais em sua renda – Foto: Daniel Reino

Eunice Rocha veio de longe comercializar seu artesanato no Festival. Saiu do Amapá para trazer  suas peças com matérias primas oriundas da Amazônia, sementes de açaí, jupati, paxiuba, jarina, caroço de buriti, fibra turui e ferro manganês se transformam em lindos artigos feitos com muita criatividade e talento. Eunice que ainda não conhecia Mato Grosso do Sul diz ser uma ótima oportunidade de mostrar o que só tem na sua região.

Eunice Rocha (1)
Eunice Rocha veio do Amapá e trouxe artesanato oriundo de matéria prima da Amazônia. Foto – Daniel Reino

Texto André Messias