No “quintal” dos campo-grandenses, estátua de Manoel de Barros já recebe admiradores

Campo Grande (MS)Sob a sombra de centenárias figueiras e com a trilha sonora do canto dos pássaros, que mesmo com os ruídos dos automóveis ainda fazem suas revoadas na Avenida Afonso Pena, a estátua do poeta Manoel de Barros foi entregue na manhã desta terça-feira (19) para a população de Campo Grande. E já recebe os admiradores em seu sofá na esquina com a Rui Barbosa.

A solenidade contou com a presença do governador Reinaldo Azambuja, do secretário de Estado de Cultura e Cidadania, Athayde Nery, do prefeito de Campo Grande, Marcos Trad e o artista plástico Ique Woitschach e ocorreu em uma data marcante: Os 101 anos de nascimento do poeta que é um dos ícones da nossa cultura.

“Será um espaço para as pessoas tirarem uma foto, preservarem, cuidarem e terem isso como um patrimônio de todo sul-mato-grossense para que a gente possa perpetuar na nossa memória e na nossa história essa pessoa especial que encantou Mato Grosso do Sul, o Brasil e o mundo”, declarou o governador Reinaldo Azambuja.

Na inauguração, Reinaldo lembrou das dificuldades para instalação da estátua, que chegou a se tornar questão judicial, mas destacou que a decisão final foi tomada de forma conciliadora. “A gente perpetua aqui do jeito que o Ique [escultor] queria, embaixo de uma figueira, de costas para o nascer e de frente para o pôr-do-sol como Manoel sempre disse e nos encantou em suas poesias”, completou.

Para garantir a conservação do local, a prefeitura viabilizou um convênio que garante a manutenção do paisagismo. O espaço conta ainda com iluminação de LED para assegurar visitação também no período noturno. “Essa estátua é a demonstração de uma cidade que lembra dos seus filhos e aqui na extensão do quintal dele ficará a poesia e a saudade”, completou o prefeito Marcos Trad.

“A arte tem que estar onde o povo está e, aqui, ele ficará eternizado no quintal de casa”, afirmou o artista plástico Ique Woitschach, criador da obra. Nascido em Campo Grande, Ique contou que o trabalho foi sua 10ª estátua e além de realização profissional teve um significado pessoal por conta da admiração pelo trabalho de Manoel de Barros.

Com informações de Danúbia Burema – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

Fotos: Edemir Rodrigues