Audiência pública ouve propostas da população de Corumbá sobre a programação do FASP 2022

Categoria: Festival América do Sul Pantanal | Publicado: terça-feira, fevereiro 8, 2022 as 22:24 | Voltar

Corumbá (MS) – A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul recebeu na noite desta terça-feira, 08 de fevereiro de 2022, durante audiência pública no Senac, em Corumbá, diversas sugestões a respeito da programação do Festival América do Sul Pantanal 2022. O objetivo da audiência pública foi ouvir a população de Corumbá a respeito de seus anseios e ideias em que possam contribuir com a realização do Festival.

Estiveram presentes o diretor-presidente da Fundação de Cultura de MS, Gustavo Cegonha, o diretor-presidente da Fundação de Cultura e do Patrimônio Histórico de Corumbá, Joilson Silva da Cruz, o presidente da Câmara de Vereadores de Corumbá, Roberto Gomes Façanha, a coordenadora do Fórum Estadual de Cultura, Bianca Machado e a assessora técnica do Governo do Estado, Glaucia Pires.

“É um prazer estarmos reunidos aqui hoje para discutirmos a realização do Festival América do Sul Pantanal 2022. É motivo de orgulho para nós termos esta parceria com a população e o poder público de Corumbá. Nós não conseguiríamos realizar este Festival sem a parceria de vocês”, afirma o diretor-presidente da FCMS, Gustavo Cegonha.

Logo após as apresentações culturais, a Fundação de Cultura de MS, por meio de Zito Ferrari, apresentou a proposta de data, homenageados e tema para o FASP 2022. “O Festival América do Sul – Pantanal, a cada edição, propõe um ‘mote’, ou seja, um motivo que possa justificar sua permanência e continuidade. Nesse ano de 2022, comemora-se o ‘Centenário da Semana de Arte Moderna”. Homenagear o centenário da Semana de Arte Moderna brasileira no FASP é promover uma reflexão sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui. É oportunizar a todos, independentemente de raça, credo, cor, sexo, e classe social, momentos de entretenimento, mas também de aprendizado. Ao rememorar momentos importantes da história humana, busca-se uma reflexão sobre a arte e cultura local. Um olhar diferenciado que leve em conta seu papel fundamental, enquanto pilar para o desenvolvimento sustentável e na garantia da equidade social”.

A Fundação de Cultura propôs como homenageados a artista visual Lídia Baís e o escritor Lobivar de Matos. Propôs também como período para realização do Festival os dias 26, 27, 28 e 29 de maio de 2022, o que foi aceito por unanimidade entre os participantes e já está definida.

Entre as diversas sugestões e contribuições feitas pelos presentes na audiência pública, estão: incluir a literatura indígena no Quebra-Torto; a manutenção das oficinas audiovisuais nas semanas que antecedem o Festival; a participação dos profissionais da capoeira da cidade de Corumbá; mediação de leitura por meio da contação de histórias e rodas de leitura de forma itinerante; homenagear o cientista Detlef Walde; palestras sobre educação musical; realização de Mostra de Curtas e debates sobre as festividades religiosas; contratação de produtores locais para ações e atividades da programação; homenagear a artista plástica Hebe Lacerda; incluir a pauta negra das religiões de matriz africana e o carnaval; realizar cursos de formação e encontro para arte educação; a descentralização dos locais das apresentações; que se realize o Festival com passaporte da vacina, fiscalização nos meios de transporte que traz os turistas para evitar um novo surto de Covid-19; mesa de debates específica sobre a temática carnavalesca; a Associação dos Poetas e Escritores de Corumbá e a União Brasileira de Escritores solicitam um espaço para expor livros de escritores locais; integração na área da dança; um estande com todas as gerências de políticas públicas; formato híbrido, presencial e online; dar oportunidade aos grupos LGBTQI+ de Corumbá para mostrar sua arte e cultura; inclusão dos coletivos de rua sul-mato-grossenses; apresentar a cultura do Candomblé; curso de fotografia; mais espaço para o cinema na periferia; seminário sobre a negritude; Festival de Cinema da Quebrada; discussão sobre educação ambiental; mais espaço para a cena do Rap e trazer mais grupos folclóricos para o Festival.

“Todas as sugestões vão ser muito bem avaliadas por nós, vamos estudar com muito carinho tudo o que vocês estão propondo. Vocês vão fazer parte do Festival. A participação de Ladário está garantida, assim como também a volta do FASP para o mês de maio”, finalizou o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Gustavo Cegonha.

Publicado por: Karina Medeiros de Lima

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