No mês da Mulher, Fundação de Cultura realiza Sábado Literário com lançamento de livros de escritoras sul-mato-grossenses

Categoria: Literatura | Publicado: quinta-feira, março 17, 2022 as 08:44 | Voltar

Campo Grande (MS) – Neste mês de março, em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Fundação de Cultura realiza o Sábado Literário “Vozes femininas da Literatura em MS”, com lançamento de livros de quatro escritoras sul-mato-grossenses: Tania Souza, Diana Pilatti, Adriana Albertti e Joseane Francisco, que também fazem parte do projeto nacional Mulherio das Letras. O evento acontece no dia 26 de março, às 17 horas, na Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paim, com mediação da jornalista Evelise Moraes Couto, do Clube de leitura Leia Mulheres.

Tânia Souza é natural de Bela Vista/MS mas vive atualmente em Campo Grande/MS. É professora, poeta e escreve literatura para infância, contos que passeiam pelo insólito, ficção cientifica e realismo fantástico. Atualmente, é colaboradora da Revista Fantástica Caligo e participante dos grupos de leitura Vórtice Literário e Leia mulheres.

“Microficções e outras fantasmagorias poéticas” é o sétimo livro de Tânia Souza, sendo o volume 33 da III Coleção de Livros de Bolso do Mulherio das Letras. Um livro de contos e poemas que passeiam por temas como o amor, morte, violência, fantasmas e viajantes espaciais. Haicais encontrados no caderno de um viajante espacial, fantasmas ou alucinações plenos de sentimentos, robôs perdidos em universos decadentes, viagens no tempo, estrelas que devoram estrelas atraídas pela cozinha de uma abuela na fronteira e outras micronarrativas são alguns dos textos deste pequeno livro de bolsa. Também nas ilustrações, feitas por Diana Pilatti, aparece essa mescla de tecnologia e elementos da natureza, um contraste que perpassa todo o livro.

Diana Pilatti é poeta e professora. Nasceu em 21 de março de 1979, no Dia Internacional da Poesia, em Foz do Iguaçu/PR, mas mora em Campo Grande/MS desde a infância. Formada em Letras, pela Universidade Católica Dom Bosco, e Mestre em Estudos de Linguagens, pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Coorganizadora da Mostra Poetrix, edições 2020 e 2021, e autora dos livros de poemas Palavras Avulsas, volume 7 da I Coleção de Livros de Bolso do Mulherio das Letras (2019), coleção que esteve entre os dez finalistas do Prêmio Jabuti de Literatura 2020, na categoria Inovação: Fomento à leitura; Palavras Póstumas; Palavras Diáfanas, e seu último lançamento Haicais e outros poemínimos, volume 10 da III Coleção de Livros de Bolso do Mulherio das Letras, Faz parte do Coletivo Literário Mulherio das Letras e do Coletivo Literário Independente Tarja Preta.

O quarto livro da poeta Diana Pilatti, Haicais e outros poemínimos, integra a III Coleção de livros de bolso do Mulherio das Letras. Neste livro, Diana Pilatti reúne haicais e poemas curtos, escritos entre 2019 e 2021, organizados por temas que abordam o instante fotográfico da vida: pequenas sinestesias, a paisagem noturna, a brevidade da natureza e microaflições do cotidiano, além da saudade e da efêmera temporalidade humana, seus temas mais recorrentes. A obra é resultado de um exercício constante da escrita poética concisa, na forma do terceto, e paradoxamente densa, por sua multiplicidade de sentidos. O livro também conta, em seu interior, com ilustrações em nanquim de Maria Angélica Chiang, artista Argentina, radicada em Mato Grosso do Sul.

Nascida em 1987 em São Paulo, Adrianna Alberti já se sente filha adotiva de Campo Grande, onde mora desde 2002. Escritora, revisora, leitora crítica e doutoranda em Estudos de Linguagens UFMS, mestre e bacharel em Letras pela UEMS e bacharel em Psicologia pela UFMS. Em 2021, lançou seu primeiro livro em ebook, O Silêncio na Ponta dos Dedos, reunindo poesias escritas desde os 14 anos até os dias atuais. Esse livro foi selecionado para o Prêmio Leia MS da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), através da Lei Aldir Blanc. Em 2021 ganhou o segundo lugar na 33ª Noite de Poesia da UBE-MS.

Como acadêmica além de pesquisas na área da Literatura Fantástica, com publicação de artigos e participação de eventos, também já organizou duas edições do evento Expressões do Fantástico. A primeira, em 2019, com exposições literárias, cinematográficas e artísticas, tanto de Mato Grosso do Sul quanto de outras partes do Brasil. A segunda edição (totalmente online), em 2021, contou com bate-papos com pesquisadores e escritores de Mato Grosso do Sul, o evento ocorreu com o incentivo da Lei Aldir Blanc, disponibilizado pela FCMS e pode ser encontrado no canal Expressões do Fantástico no Youtube.

As Cores na Ponta da Língua: Há mais nessas linhas do que apenas micronarrativas de pequenas cenas cotidianas, há memórias de que caíram das flores dos ipês e das estrelas do céu de Mato Grosso do Sul, há o álcool que percorre o sangue em jovens e iluminações preciosas de se estar no lugar certo. De certo que memórias também trazem angústias, medos e mortes simbólicas de alguns sonhos fugazes, mas há tanto de sinestesia nesse livro, há as cores de uma dança, os arrepios das imagens, há o calor no peito de uma tarde carinhosa e o vazio abraçado em conhecimentos antigos. Em As Cores na Ponta da Língua há, antes de qualquer coisa, o desejo de gravar em quadros em movimento, quase sonoros, cujas cores exigiram ser escritas.

Joseane Francisco é professora de Língua Portuguesa e I.E.L (Iniciação aos Estudos Literários) na Rede Municipal de Educação em Campo Grande, revisora, possui um canal no youtube sobre dicas de português, escritora e mãe. Mora em Campo Grande – MS, cidade onde nasceu, com seus filhos e esposo. Graduada em Letras pela UFMS, possui mestrado em Linguagens e Letramentos pela UEMS. Tem publicado o livro “Vozes em mim” e um capítulo do livro Estudos em casa: linguagens, educação e ensino, organização”, intitulado O papel da cultura na criação de fraseologismos no conto Capitoa de Hélio Serejo. 

As histórias narradas no livro “Vozes em mim” apresentam mulheres que estabeleceram laços de amizade, de força e superação memoráveis. Essas mulheres e suas sagas nasceram inspiradas nos recantos da memória afetiva, desenhadas a partir de conversas ouvidas a beira do fogão, imaginadas nas paisagens bonitas e melancólicas dos sítios, admiradas nas palavras entoadas por tias, avós e tantas outras.

Publicado por: Karina Medeiros de Lima

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