Publicado em 27 maio 2026 • por Karina Medeiros de Lima •
A primeira edição do projeto Circula Cultura MS chegou ao fim nesta semana, consolidando-se como uma das maiores ações de circulação cultural já realizadas em Mato Grosso do Sul. A última apresentação ocorreu no dia 24 de maio, em Naviraí, com o espetáculo de circo Fuzarca, do grupo Trupior, além de apresentações de artistas locais. Desde o início da programação, em 23 de abril, em Sonora, o projeto percorreu 42 municípios e alcançou um público total de aproximadamente 25 mil pessoas.
O Circula Cultura MS levou atividades socioculturais, educativas e de conscientização por meio de uma carreta-palco adaptada para apresentações artísticas. Em cada cidade, a programação foi construída valorizando as características locais, reunindo atrações de música, dança, teatro, circo, capoeira e manifestações da cultura popular.
Ao todo, mais de 110 atrações locais integraram a programação, ampliando significativamente o alcance do projeto, que ultrapassou 200 apresentações entre atrações selecionadas e artistas convidados pelos municípios. Além do fortalecimento cultural, a iniciativa movimentou a economia criativa por meio da participação de feiras, artesanato e gastronomia regional.
Financiado pela Política Nacional Aldir Blanc do Governo Federal e operacionalizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Cultura de MS (FCMS), com produção da Flor e Espinho Teatro, o Circula Cultura MS encerra sua primeira edição com resultados expressivos: foram 25 espetáculos selecionados com duas apresentações cada, totalizando 50 apresentações iniciais, além da participação ampliada dos municípios, que acrescentaram mais de 80 atrações musicais, 68 apresentações de dança e mais de 25 apresentações de teatro e circo. Somadas às ações locais, o projeto ultrapassou 200 apresentações culturais, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de circulação artística já realizadas em Mato Grosso do Sul e reforçando o papel da cultura como ferramenta de inclusão, valorização dos territórios e fortalecimento da economia criativa.
Segundo a diretora e produtora cultural da Organização da Sociedade Civil Flor e Espinho Teatro, Nair Gavilan, “o projeto cumpriu um papel importante na descentralização do acesso à cultura, levando oportunidades para artistas do interior, fortalecendo identidades regionais e impulsionando a economia criativa nos municípios participantes”.
Para o coordenador do projeto e diretor da Flor e Espinho Teatro, Anderson Lima, “o Circula Cultura MS ampliou o espaço para apresentações de artistas locais e projetos sociais, oferecendo estrutura técnica de qualidade e consolidando-se como uma das maiores iniciativas de circulação cultural já promovidas no Estado”.
O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Edu Mendes, destacou que os resultados demonstram a força das políticas públicas voltadas à democratização do acesso à cultura, “encerrar a primeira edição do Circula Cultura MS com 42 municípios atendidos, mais de 25 mil pessoas alcançadas e centenas de apresentações realizadas é a confirmação de que investir em cultura é investir em pertencimento, identidade e desenvolvimento para todas as regiões do nosso Estado. O Circula mostrou que a arte precisa chegar onde as pessoas estão, valorizando talentos locais, fortalecendo tradições e movimentando a economia criativa dos municípios. Para nós, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, esse resultado representa um compromisso cumprido com a descentralização das políticas culturais, ampliando o acesso e criando oportunidades para artistas, produtores e trabalhadores da cultura no interior. Ver cada cidade ocupando o caminhão-palco com suas próprias expressões culturais demonstra a força e a diversidade da produção sul-mato-grossense. Seguimos com o compromisso de construir políticas públicas que façam a cultura circular, chegar mais longe e transformar vidas”, afirmou.



