Publicado em 17 maio 2026 • por Daniel •
Na manhã desta sexta-feira (15), a contadora de histórias e pedagoga Cristiane Wutzke levou ao Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Miriam Mendes, no bairro Guatós, periferia de Corumbá, uma atividade de contação de histórias que compõe a programação do Festival América do Sul (FAS) 2026. Com narrativas sobre animais, diversidade e autoestima, a iniciativa reuniu 50 crianças de três a cinco anos e marcou a primeira vez que o festival chegou diretamente à unidade de ensino.
Para a coordenadora pedagógica Shirley dos Santos Cândido de Azevedo, a iniciativa preenche uma lacuna importante no cotidiano das crianças. “Essa contribuição da leitura, da contação de história, do imaginário com as crianças na primeira infância faz toda a diferença nessa faixa etária — especialmente porque as crianças estão viciadas em telas”, afirmou. Para ela, o contato com a literatura interpretada por uma contadora profissional tem impacto direto no trabalho pedagógico: “Quando a gente traz elas para esse contato com a história contada, com interpretação de texto, isso faz toda a diferença no nosso trabalho.”
A diretora Mariana Gomes Duarte reforçou o significado da visita para toda a comunidade escolar. Ela explicou que o CEMEI atende 250 crianças no total, mas a atividade desta sexta foi pensada especificamente para a turma de três a cinco anos. “A leitura, a literatura infantil é o carro-chefe das nossas atividades. A gente tem uma sala de leitura que dá esse acesso”, contou. Para Mariana, levar o festival até a escola é uma forma de garantir inclusão cultural: “Trazer a contação de histórias para o CEMEI é muito importante porque a gente abre literalmente as portas da imaginação. Talvez muitas crianças não tenham oportunidade de ver a programação do festival por conta da logística — então ao trazer para cá, a gente dá acesso à cultura, à imaginação, à criatividade. É uma experiência enriquecedora.”
A diretora também ressaltou o ineditismo da ação e a repercussão positiva na comunidade. “É a primeira vez que a atividade vem para o CEMEI, então todo mundo ficou muito feliz, muito grato por essa oportunidade”, disse.
A corumbaense Cristiane Wutzke atua há cinco anos como contadora de histórias, é professora de artes da rede estadual e pedagoga de formação. Nesta sexta, ela trabalhou uma narrativa centrada nos animais, na diversidade e no autocuidado. “Eu gosto muito desse tema porque traz as crianças para mais perto. Fala da importância do cuidado mútuo, de olhar para nós mesmos com carinho, de gostarmos e amarmos a nós mesmos, e de agradecer pelo que somos, pelo que temos e por essa diversidade que nós somos”, explicou.
Cristiane destacou a receptividade das crianças ao longo da sessão. “A turma foi super participativa. Eles estavam empolgados, participaram de todas as iniciativas”, contou. Para ela, porém, o momento mais marcante foi outro: “O principal é o brilho no olhar deles — ver eles participando, gostando, interagindo. É sempre um prazer estar compartilhando memórias com as crianças.”
texto Thais Pimenta
fotos Ricardo Gomes





