Publicado em 17 maio 2026 • por Daniel •
Na tarde deste sábado (16), quem passou pelo Anfiteatro do Centro de Convenções de Corumbá não apenas assistiu a um espetáculo como também participou dele. Com a La Cascata Cia Cômica, de São José dos Campos (SP), em cena, as crianças da plateia não resistiram: interagiram por conta própria, responderam aos palhaços e, em alguns momentos, mal conseguiam ficar nos seus lugares. O resultado foi uma sessão de Mãos à Obra, parte da programação do Festival América do Sul (FAS) 2026, marcada por risos, surpresas e a energia contagiante de uma plateia que se sentiu parte da história.
No espetáculo, os palhaços Meio-Quilo e Zacarias vivem dois pedreiros que, em meio a confusões, disputas e trapalhadas, se propõem a construir o mais novo empreendimento imobiliário: o Garden Golden Towers Boulevard Shopping Business & Residence. A obra aposta na linguagem não verbal, numa alusão ao cinema mudo, explorando o gesto, o movimento corporal e a expressão facial para criar situações cômicas, inusitadas e, em alguns momentos, patéticas. As técnicas são da palhaçaria clássica — as mesmas dos palhaços de circo —, com destaque para as claques (tapas falsos) e as cascatas (quedas falsas), principais referências de pesquisa do grupo.
A professora Cláudia Barbosa, que assistiu ao espetáculo ao lado da filha Emanoela, é presença frequente nas edições do festival. “Sempre que tem teatro aqui em Corumbá a gente prestigia. Ela sempre interage, quer subir no palco. Há uns três festivais ela vem acompanhando — a gente adora: teatro, circo, todas as apresentações”, contou.
Antonella Coppola, de 9 anos, que havia assistido ao espetáculo anterior no dia 15, o ‘Mansão 80’ não quis perder esta edição. “Eu amei muito, foi muito legal. O show inteiro eu gostei — vim ontem com a minha mãe e voltei hoje”, disse a menina.

O espetáculo também chamou a atenção de visitantes que passavam por Corumbá durante uma viagem pela América do Sul. A professora argentina Flávia Peluti, de mochilão pelo continente, descobriu o festival por acaso e decidiu aproveitar a programação. “Achei muito lindo. É muito movimento com o corpo — poucas palavras, mas muito do gesto, do rosto. Soubemos que estava acontecendo o festival e aproveitamos”, contou.
texto Thais Pimenta
fotos Ricardo Gomes





