Evento (re)Conexões do Ibram trouxe experiências de Conexões com Histórias Reais de museus de MS

  • Publicado em 02 jun 2026 • por Karina Medeiros de Lima •

  • O projeto (re)Conexões do Ibram trouxe, na noite desta segunda-feira (1º de junho), na Casa da Ciência da UFMS, uma troca de experiências de Conexões com Histórias Reais de museus de MS. Participaram Fernanda Reverdito, da Casa da Memoria Raída; Carlos Eduardo Campos, do Laboratório de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade, e Patricia Colombo Mescolloti, do Museu da Ciência e Tecnologia da UFMS.

    Fernanda Reverdito é gestora da Casa da Memória Raída, que é um ponto de memória, ponto de cultura, biblioteca comunitária em Bonito, e atualmente faz parte do conselho consultivo do programa Pontos de Memória, do Ibram, Instituto Brasileiro de Museus. Ela disse que há vem em diálogo com o Ibram desde 2024, quando a Casa da Memória Raída se tornou, em 2023, ponto de memória.

    “A gente já começa esse movimento sabendo que Mato Grosso do Sul não tinha desenvolvido ainda o (re)Conexões, que é esse momento de escuta, de diálogo, troca entre os espaços museais, os pontos de memória, os museus e ampliar, até porque fazendo parte do Conselho agora, a gente tem ido para Brasília, a gente tem estado em diálogo também com outros gestores de pontos de memória e cultura e também conselheiros de várias partes do Brasil. E nesse momento, nós estamos representando o Centro-Oeste, não é só Mato Grosso do Sul. E nesse momento também, compondo a rede de pontos de memória nacional. Então, trazer o Ibram para esse Mato Grosso do Sul, que eu sou daqui e com muito orgulho fazer parte dessa construção anteriormente, o (re)Conexões, que é esse evento que está um sonho mesmo, que o Mato Grosso do Sul também aderisse esse importante momento em que o Brasil discute seu plano museológico, os planos museológicos de todo o país, em diálogo com os pontos de memória, as casas de reza, os contadores de história, os povos de terreiro, as comunidades indígenas, as comunidades ribeirinhas, também as pessoas portadoras de deficiência, para que a gente possa de verdade incluir, não só da boca para fora, mas inclusão, participação e escuta ativa”.

    Patrícia Colombo Mescolloti, diretora de popularização da Ciência da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, disse que trazer sua experiência por esse programa tão importante do Ibran, que é o (re)Conexões, primeiro que é uma honra a gente sediar esse encontro e esse local de debate. A universidade está extremamente preocupada e engajada de ter esses espaços museais. E ter a chance de conseguir sediar e centralizar essas discussões e com receber essas visitas aqui do Ibran foi essencial. Ainda mais para museus que nós já temos, museus consolidados e museus de 20 anos, como é o caso do MuArq, mas também museus recentes que acabaram de ser inaugurados como é o Museu de Ciência e Tecnologia, né? Então, acho que conecta muito, nós estamos nessa etapa de reconexão com esses museus mais antigos e consolidados com os novos, então casou muito bem com esse debate que a gente está tendo agora hoje”.

    Carlos Eduardo Acosta Campos, professor de Arqueologia e História Antiga da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e responsável pela coleção científica de numismática do Atrivm, Laboratório de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade, afirmou ser muito importante o Ibram trazer diferentes tipos de espaços e de museus que estão fazendo processos museológicos. “Então nós temos os museus constituídos e nós temos as coleções científicas. O Atrivm atua exatamente nesse espaço da coleção científica de numismática, trabalhando com moedas, cédulas, selos, medalhas, na ideia de educação patrimonial e educação museal. É um sonho a gente receber pela primeira vez o evento do (re)Conexões com esse formato tão inclusivo, diverso, numa época de tanta pluralidade e de luta pelo acesso e a difusão dos museus pela sociedade, então participar desse evento é realizar um sonho de divulgação dos nossos acervos para a comunidade e aprender também políticas públicas que vão ajudar na construção desses espaços”.

    Fotos: Samuel Rocha

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