Publicado em 08 abr 2026 • por Karina Medeiros de Lima •
No Mês do Artesão e nos 35 anos do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), o Governo do Brasil anunciou no dia 31 de março, por meio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), um conjunto de medidas para ampliar a formalização e fortalecer o setor em todo o país. Ao todo, são cerca de R$ 28 milhões em investimentos.
Mato Grosso do Sul recebeu, durante o 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, que aconteceu em Brasília de 1º a 5 de abril, um caminhão, um carro e notebooks para serem utilizados Diretoria de Artesanato e Moda da Fundação de Cultura.
Mãos que fazem o Brasil – A iniciativa antecipa o Salão do Artesanato de Brasília e no eixo de estruturação federativa, foram entregues caminhões para apoio à comercialização, veículos administrativos destinados às coordenações estaduais e notebooks. O investimento, de aproximadamente R$ 22 milhões, amplia a capacidade operacional dos estados e do Distrito Federal e fortalece a presença da política pública nos territórios.
35 anos do PAB – Há 35 anos, o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) estrutura uma política pública que conecta cultura, trabalho e desenvolvimento. Presente nas 27 unidades da Federação e em mais de 3.900 municípios, o programa alcança cerca de 250 mil artesãos.
Ao ampliar a formalização e fortalecer a estrutura do setor, as novas medidas atualizam essa política para um cenário em que o artesanato ganha cada vez mais relevância econômica, social e cultural.
Fundação de Cultura de MS – A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul recebeu um caminhão, um carro e notebooks que serão utilizados nas atividades da Diretoria Artesanato, Moda e Design. O veículo, um Fiat Chronos, faz parte do pacote de entrega do governo federal, através do Ministério de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte para as coordenações estaduais.
“Na Feira em Brasília nós recebemos um pacote de entregas do governo federal através do Ministério do Ministério de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte que foi uma entrega de caminhão para transportar artesanato, o último que nós tínhamos é 11 anos, um carro para poder agilizar as carteiras do artesão e também agora vão chegar os notebooks e celular, também tudo para agilizar a questão da realização do cadastramento e do trabalho dentro do artesanato de Mato Grosso do Sul. Isso é muito importante porque nós estamos já com um carro de 11 anos, que já começa a ter algumas falhas e a questão mais importante que existe mesmo, aquela coisa mais difícil que existe hoje é escoar peças do artesanato, então com esse caminhão novo, facilita o escoamento dessas peças”, afirma Katienka Klain, a diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura.
E o carro tem o objetivo realmente de aumentar o número de emissões da Carteira do Artesão, de demanda e de atendimento ao interior do estado. “Como nós somos a coordenação estadual do artesanato em Mato Grosso do Sul, o governo federal nos disponibiliza esse pacote, que é o caminhão, o carro, mais o material para ajudar nas Carteiras, atendendo um número maior de pessoas”, afirma Katienka Klain, a diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura.
O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, disse que os veículos serão disponibilizados para a Diretoria de Artesanato, uma política muito importante que gera renda de verdade para as pessoas da ponta. “Nós temos muitos artesãos ribeirinhos, quilombolas, algumas mulheres em situação de vulnerabilidade, de incertezas com relação às suas vidas e o artesanato traz renda, o artesanato traz a dignidade dessas pessoas, então esse veículo ele vai servir para chegar aos municípios para que a gente possa dar a Carteira do Artesão com uma melhor perspectiva para essas pessoas e também levarmos as oficinas do projeto Artesania, em que a oficina chega na cidade, as pessoas já têm um certo conhecimento daquela arte e a oficina acaba aprimorando para gerar mais rendas para as pessoas. E que elas possam usar isso no seu sustento, na sua família e utilizar isso de forma mais humanizada, além da oportunidade que teremos de levar mais produtos dos nossos artesãos para as feiras nacionais e os Festivais”.