Galeria de Artes Visuais estimulou no Fasp, uma releitura dos acervos do Marco

Categoria: Artes Visuais, Festival América do Sul Pantanal | Publicado: terça-feira, novembro 19, 2019 as 09:23 | Voltar

Corumbá (MS) – O envolvimento da comunidade fronteiriça nas atividades arte-educativas durante a exposição de obras de artistas plásticos paraguaios e bolivianos, na 15º Festival América do Sul Pantanal (Fasp), encerrado neste domingo (17), em Corumbá, é um indicativo para ampliar o espaço dedicado às crianças para as próximas edições.

Segundo a curadora da Galeria de Artes Visuais do Fasp, Lucia Monte Serrat, coordenadora do Marco (Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul), o interesse das crianças brasileiras e bolivianas pelo trabalho exposto, com acompanhamento e orientação das visitas, surpreendeu na interpretação do corpo humano por meio de desenhos e colagens.

“Após a visita, as crianças faziam as atividades observando detalhes do corpo humano, como boca, olhos e rosto, sendo motivadas a uma criação artística mais solta por meio da técnica do retrato cubista. Foi uma experiência muito válida e a demanda nos surpreendeu, o que nos estimula a ampliar essa parte educativa”, disse a curadora.

Nova leitura de acervos

Nesta edição do Fasp, a Galeria de Artes Visuais dividiu-se em duas exposições - nacional e internacional -, sendo a primeira no Muphan (Museu de História do Pantanal) e a segunda na Praça Generoso Ponce.

A internacional contou com acervo do Marco com o propósito de enaltecer os renomados artistas paraguaios pela contribuição de seus trabalhos, que serviram como inspiração para as novas gerações por meio de suas técnicas e possibilitando um ponto de vista sobre esses diferentes universos em suas obras.

Um dos destaques da mostra foi Júlio César Alvarez, que sempre mesclou natureza com o ser humano. As obras dos artistas paraguaios expostas são trabalhos em fotografia, misto sobre papel e sobre madeira e nanquim sobre papel.

Dentre os artistas bolivianos, a presença marcante de Ruben Dario, que tem um ateliê em Corumbá, com suas obras em papelão paraná e giz pastel seco, e Heberth Roman, pintor, escultor e desenhista aclamado em toda a Bolívia.

O Festival contou também com a curadoria de Ruberth Román Añez na seleção de renomados artistas bolivianos, propondo novas leituras de acervos latino-americanos. Artistas expositores: Júlio César Alvarez (Paraguai), Júlio Gonzalez (Paraguai), Selmo Martinez (Paraguai), Luiz Vera (Paraguai), Juan Britos (Paraguai), Heberth Roman (Bolívia) e Rubén Darío (Bolívia).

Texto: Silvio Andrade

Fotos Edemir Rodrigues

Publicado por: Karina Medeiros de Lima

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