Oficina durante a Semana dos Museus aborda normas técnicas da montagem de exposições

  • Publicado em 19 maio 2026 • por Karina Medeiros de Lima •

  • A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) participa da 24ª Semana Nacional dos Museus, que começou nesta segunda-feira (19) e vai até 24 de maio, com uma programação gratuita e diversificada em Campo Grande e outros espaços museológicos do Estado. A iniciativa reúne atividades culturais, formativas e expositivas, reforçando o papel dos museus como espaços vivos de memória, identidade e diálogo com a sociedade.

    Nesta terça-feira (19) está sendo realizada, no Museu da Imagem e do Som, a Oficina “Tecendo Sentidos, o Espaço como Experiência Cultural”, ministrada pelo gerente de Políticas Públicas e Fomento Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Renan Reis. Renan utilizou o manual de museografia que é o manual técnico da Fundação de Cultura, que ele mesmo escreveu, de acesso público, e transformou numa oficina com o intuito de falar de normas técnicas, aspectos objetivos de uma montagem de exposição, desde a curadoria, a espografia e o educativo.

     

    “Na parte da manhã foi a exposição teórica, e à tarde vão ser colocados casos reais desses públicos para pensar a exposição, para pensar o espaço. Então a gente vai dar um start de como restaurar esses lugares e reestruturar esses espaços a partir desses pequenos passo a passo que o nosso manual traz. O espaço museológico ele precisa passar sempre por constantes revisões, assim como a sociedade, então o espaço museológico dia após dia precisa criar novos contextos para tornar-se um espaço de experiência e atrair público”.

    Participando da oficina, a coordenadora do Sistema Estadual de Museus, Cristiane Freire, disse que a realização da oficina foi uma solicitação do público. “Todos os espaços museais têm uma preocupação em como expor o seu acervo ou como realizar exposições temporárias ou exposições de convidados nos seus espaços. Então a gente está atendendo a uma necessidade dos espaços museais do nosso estado, que vem solicitando esse suporte, esse apoio, que a gente tivesse um trabalho específico para eles com relação a como lidar com o seu espaço na hora que você quer concluir, contar essa história com os seus objetos, com suas obras, com seu acervo ou com o acervo de outras pessoas que são convidadas a expor nesse local”.

    A coordenadora do Sistema Estadual de Museus afirmou que hoje Mato Grosso do Sul possui 33 museus recentemente certificados. “Nós fizemos um levantamento diagnóstico e muitos museus atenderam, museus e casas de memória atenderam, responderam a esse formulário diagnóstico e a partir dele nós certificamos 33 espaços no estado, em diferentes cidades, não só de Campo Grande, mas outras cidades também, Costa Rica, Coxim, Dourados, Nova Andradina, Amambai, Bonito, Corumbá, Maracaju, que eu me lembre imediatamente são essas localidades. Nós hoje temos essa possibilidade de saber que esses 33 espaços certificados, eles estão abertos, estão funcionando, eles têm um coordenador específico, talvez nem sempre seja um coordenador com uma formação específica na área, mas alguém que tem se capacitado para essa atuação, a gente fica sabendo sobre as equipes que trabalham ou se ainda está precisando de equipe, qual que é a dinâmica de acervo desses locais, qual que é a dinâmica de trabalho diária desses espaços e então a gente conseguiu ter esse parâmetro hoje e ainda temos outros espaços que ainda vamos certificar, nós estamos buscando nos aproximar de mais espaços culturais e espaços museais dentro do nosso estado para poder continuar esse trabalho nos aproximando, auxiliando no que eles precisam, dando suporte, capacitação, aquilo que for solicitado por esses espaços museais”.

    O coordenador do MIS, Márcio Veiga, que recebe a oficina, afirmou que o evento é uma oportunidade de conhecimento, de formação, formação técnica, principalmente de uma das áreas mais importantes que existe aqui, que é a área de exposição. “São conhecimentos extremamente importantes para que a gente possa atender da melhor forma possível o público, no sentido de proporcionar uma melhor fruição da obra de arte, dos objetos que a gente tem para oferecer, e também cuidados relacionados à conservação dos objetos a serem expostos e também a questão da relação com a questão do educativo, onde as escolas, caravanas que vêm visitar o museu, que eles tenham um melhor aproveitamento do conteúdo que é oferecido nesse espaço”.

    Fotos: Samuel Rocha

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