Publicado em 22 maio 2026 • por Karina Medeiros de Lima •
O Programa (re)Conexões, do Ibram, lançado em 2012, visa uma escuta democrática da área do setor museológico brasileiro, para construir políticas públicas para a área. Com este objetivo, o programa realiza um evento em Mato Grosso do Sul, na UFMS, nos dias 1º e 2 de junho, como parte de uma ação estruturante realizada em todo o país.
O Programa (re)Conexões se consolida como um espaço permanente de diálogo entre Estado e sociedade civil, promovendo articulação, mediação, qualificação e cooperação entre instituições, entidades e coletivos. Seu objetivo é fomentar a construção de agendas de trabalho, diretrizes e políticas públicas para o campo museal, sempre em sintonia com os temas mais relevantes da área.
Uma das marcas do programa é sua itinerância pelos estados e regiões do país, buscando superar um dos grandes desafios da participação social nas políticas museais: a necessidade de descentralização e regionalização. Dessa forma, o (re)Conexões fortalece a democratização do setor, garantindo que vozes de diferentes territórios contribuam para o desenvolvimento de uma museologia mais plural e inclusiva.
O (re)Conexões dá continuidade a um programa criado em 2012 pelo Ibram, que percorreu diferentes estados brasileiros discutindo temas estruturantes do setor. Retomada em 2024, a iniciativa amplia a cooperação entre instituições e fortalece instrumentos de governança.
A coordenadora do Sistema Estadual de Museus, Cristiane Freire, afirmou que Mato Grosso do Sul precisava participar dessa construção, dessa visão democrática também para as políticas públicas do setor museológico. “Então faltava essa nossa participação mais efetiva e por isso a gente fez questão de fazer esse programa, de participar dessa programação trazida pelo Ibram aqui. Vai acontecer nos dias 1º e 2º de junho, a gente conseguiu uma parceria muito interessante com a Universidade Federal que nos apoia e vai proporcionar para a gente tanto espaços adequados para a gente realizar o evento. Como também a possibilidade de alunos dos cursos afins que possam participar conosco como ouvintes desse momento tão importante para nós aqui no Mato Grosso do Sul. E aí nós vamos ter dois dias com uma programação vasta, onde a gente tem tanto as falas motivadoras de reflexões e depois também temos trabalhos de grupo para discussões mais específicas, de temas bem específicos, são três trabalhos de grupos e a partir disso a gente constrói um olhar de Mato Grosso do Sul para esse fortalecimento do campo museológico”.
A diretora de Memória e Patrimônio Cultural da FCMS, Melly Sena, disse que Mato Grosso do Sul carrega uma diversidade cultural que ainda está longe de ser plenamente reconhecida e protegida pelas políticas públicas nacionais. “Como diretora de Memória e Patrimônio Cultural, entendo que este encontro não é apenas mais um evento, é o momento em que o estado tem voz real na reconfiguração das estruturas que vão definir o futuro dos nossos museus e processos de memória. A participação social não é protocolo: é o único caminho para que as especificidades do nosso território, dos nossos povos e das nossas histórias sejam efetivamente incorporadas às decisões nacionais no campo museal.”
Foto: Ricardo Gomes